Catherine Morisseau | pianista & compositora

Catherine Morisseau é pianista e compositora parisiense residente em Lisboa há cerca de duas décadas.

Aluna da pianista Colette Maze durante 10 anos no Conservatório de Bagneux, estudou (em paralelo dos seus estudos na Sorbonne, um mestrado em Concepção e Realização de Projetos Culturais e ume licenciatura de História da Arte) na École Normale de Musique de Paris e no Hot Clube de Portugal.

Além de intérprete, e depois de ter ganho uma experiência transversal a vários estilos musicais (música do mundo, canção francesa, colaboração com videastas e bailarinos, etc..), é a composição que privilegia enquanto pianista.


Editou um primeiro disco em nome próprio, “Myriades”, lançado em 2018 e agora esgotado, mas disponível no Bandcamp e algumas plataformas digitais, que consta com a participação de várias personalidades do panorama musical português (Carlos Barretto, membros do Coro Gulbenkian, ao todo 26 convidados numa ampla variedade de registos sonoros), é autora das músicas, dos arranjos, das letras e textos.

Melancólica, neoclássica, indie, minimalista, poética, intimista e cinematográfica são algumas das palavras que melhor podem definir o corpo de obra das suas composições.

Pianista residente da Cinemateca Portuguesa, há mais de uma década que compõe também o acompanhamento ao piano de filmes mudos numa outra vertente do seu trabalho.

Durante os últimos anos, acompanhou ao piano filmes, não só na Cinemateca, mas um bocado por todo o Portugal e França, filmes de ícones do cinema mudo tais como Charlie Chaplin e Buster Keaton, bem como dos Irmãos Lumière, Georges Méliès, Ozu, entre outros.

O conceito de piano itinerante consiste em atar o piano em cima e uma carrinha de caixa aberta e viajar com ele, dando concertos, cine-concertos e performances musicais. A ideia surgiu da vontade de criar outra maneira de viver a música, mais original, poética, mais próxima do público, da natureza, do mundo.

Nos últimos anos o piano itinerante da Catherine Morisseau ganhou asas, viajou e pousou-se em lugares invulgares, improváveis e surpreendentes, para concertos no meio da natureza, em estações de comboio, armazéns, ateliês de artistas, à beira Tejo,em jardins, florestas ou praças públicas.

Catherine Morisseau acaba de lançar seu segundo álbum, financiado pela Sociedade Portuguesa de Autores. Além do caráter acústico e neoclássico já presente em seu primeiro álbum, este apresenta composições que mesclam piano com sons eletrônicos e eletroacústicos, enriquecidas por gravações de campo, além de letras e uma canção. Esta obra meticulosamente elaborada, desenvolvida deliberadamente ao longo do tempo e em ritmo lento, possui uma qualidade literária e poética, melancólica, onírica e minimalista, onde a natureza é protagonista e inspiração, convidando a uma relação diferente com o mundo e com o tempo. “Jardins Secretos” é uma ode aos sonhos, à luz, à noite e à beleza.

Este álbum, “Jardins Secretos” (“Jardins Secretos”), está disponível em formato digital no Bandcamp, mas também em CD, onde cada capa numerada é ilustrada por uma xilogravura exclusiva, feita à mão pela própria artista.

<< A música de Catherine tem uma textura muito melódica, envolvente e algo mágica. Ora nas suas peças mais calmas, ora nas mais aceleradas, sente-se uma entrega e uma dedicação à estrutura de cada uma delas. Em certas instâncias, há qualquer coisa de minimalista na forma como as composições se desenvolvem, à base de repetições; por outro lado, há uma grandiosidade emotiva, desenlaces e refrões abertos e amplos. Os segmentos mais melódicos fizeram-nos lembrar algumas das composições piano de Nils Frahm; os segmentos mais mecânicos e acelerados, o belíssimo estilo de Lubomyr Melnyk.>>

Tiago Mendes.

(in Comunidade Cultura e Arte no âmbito da actuação de Catherine Morisseau no Festival de Sintra em junho de 2023).

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Press:

Reportagem RTP1 – 2023 (Linha da Frente) – O Piano Itinerante

Público, 24 de Setembro de 2022

Comunidade Cultura e Arte 2023

A mensagem, 2021

Uhk iIucc, 2019

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